O que amoras têm a ver com felicidade? Tudo!

Há alguns anos, eu morava em um apartamento alugado. Era um apartamento bacana, mas era alugado e era um apartamento e eu sonhava em morar numa casa, ter quintal, essas coisas… e um pé de amora.

Por que amora? Não sei, só sei que queria. Amora é o tipo de fruta que me lembra quintal, infância e eu tinha necessidade de ter uma amoreira.

O tempo passou, compramos nossa casa há seis anos e estamos há seis anos reformando nossa casa. Dinheiro não dá em árvore, como as amoras, então tudo aqui é feito aos poucos, mas está ficando do nosso jeito. Tem quintal gramado, tem varanda, tem uma piscininha e tem amoreira.

Plantei a amoreira há 4anos, de um galho que arranquei de um pé e deu certo. No ano passado, ela deu umas poucas frutinhas tímidas, mas este ano, os galhos estão carregadinhos, uma delícia! E vocês não podem imaginar como estou feliz. Certas coisas são simbólicas e o pé de amoras, de uma certa forma, significa que eu consegui o que queria. Então, só posso estar feliz!

Quem disse que a gente precisa de muito pra ser feliz?


Olha amoreira aí:

Os galhos cheios de frutinhas:

As frutinhas:

                                             Filhote preparando um bolo de amoras:

                                                 
                                                               O bolo antes de ir ao forno:

Prontinho:
Como eu fiz o bolo? Peguei aquela receitinha básica de bolo, depois de colocar a massa na assadeira, joguei as amoras por cima, levei ao forno e depois de assado, peneirei açúcar de confeiteiro por cima

Acabou! Agora é oficial, sou designer de interiores!

Há pouco mais de dois anos e meio vim aqui contar a vocês que tinha abandonado um emprego chatíssimo e me matriculado no curso de Design de Interiores (se tiver tempo clique aqui pra ler o que escrevi na época). Tirando o apoio incondicional do Pedro, meu marido, as dificuldades foram muitas, principalmente as financeiras, pois o curso não é nada barato.

Mas, como diz o Pedro: “quem não morre, não vê Deus!”, corri atrás, dei o melhor de mim e no dia 15 de junho me formei! Para mim, foi uma grande conquista, uma vitória, afinal não é nada fácil deixar pra trás o que já estamos acostumados e mudar de profissão depois dos 40 anos, mas era o que eu queria, por isso acredito que valeu cada minuto e cada centavo investido (e olha que não foram poucos!rsss)

Agora, é começar uma nova etapa. Felizmente, desde o segundo semestre do curso, venho executando projetos de decoração e reforma, por isso, de uma certa forma, já me sentia designer mesmo antes de ter concluído o curso, mas nada como ter um registro para dar credibilidade.

Assessoria à distância para decoração ou reforma 
Estou muito animada, acredito que aprendi muito nestes anos e estou pronta para novos projetos. Estou criando um site para mostrar o que venho fazendo e uma das minhas propostas é oferecer assessoria à distância, afinal muita gente precisa de um designer para ajudar a escolher acabamentos, combinar cores, definir o que precisa ser feito em uma reforma ou mesmo fazer um projeto completo e isso pode ser feito à distância sim. Anunciei este serviço no blog há alguns dias e já estou trabalhando em dois projetos que estão fluindo muito bem.

Algumas pessoas me mandaram email perguntando sobre o preço do serviço, mas infelizmente não tem como passar preço sem saber o que deverá ser feito, pois cada caso é um caso. O preço é baseado na quantidade de ambientes, metragem e tipo do serviço que deverá ser feito, mas posso assegurar que custa menos da metade de uma assessoria convencional. Se interessou? Me mande email, sem compromisso para : claudiamedeiros.designer@gmail.com

Agora aproveito para mostrar um pouquinho do projeto de final de curso que apresentei junto com minhas amigas Daiana e Sônia, a Pousada Caravelas, na Bahia:

Academia
Bar da Piscina

Banheiros do Bar da Piscina
Piscina
Fachada

Recepção
Restaurante

Banheiros do Restaurante
Suíte Luxo

Banheiro da Suíte Luxo
Suíte Standard
Banheiro da Suíte Standard
Saleta

Varanda

  

Quero também agradecer a todas que me deram apoio lá atrás quando resolvi fazer o curso, obrigada, amigas!

Em férias e em terapia

Senta que este post é loongo.

Bem, pra começar, venho contar que entrei em féria oficialmente hoje, depois de entregar as pastas com os trabalhos do semestre – terceiro semestre já (o tempo realmente voa!). É incrível como a gente olha os trabalhos mais antigos e vê um progresso considerável, muito bom isso.

Mas, apesar de estar em férias do curso de Design de Interiores, tenho três trabalhos em andamento, que vão consumir boa parte do meu tempo, porém ainda pretendo aproveitar este período mais tranqüilo pra botar a casa em ordem.

Como os últimos tempos foram de muita correria, os armários, minha mesa de trabalho e tudo o mais está precisando de uma organização. Daí, me lembrei de um livro fantástico que li no final do ano passado e que ainda não tinha mostrado a vocês – Terapia do Apartamento. Este livro foi escrito pelo mesmo autor do excelente blog apartamenttherapy, do qual sou fã e lê-lo me abriu os olhos pra muitas coisas sobre minha casa e as casas que conheço por aí.

O autor fala da importância de prestarmos atenção às nossas casas, aos problemas que elas apresentam e às soluções, geralmente bem simples, mas de grande efeito. O livro propõe mudar a casa em oito semanas e prova que é possível. Ele fala sobre “curas”, pois mostra que de uma certa forma nossas casas também ficam doentes, pelo abandono, pelo acúmulo de coisas sem função, pela sujeira, pelo descaso e que precisamos promover as curas, senão ficamos doentes também – desanimados e sem vontade de voltar pra casa ao final do dia.

Confesso que nunca me senti assim, adoro voltar pra casa, acho que meu lar é o melhor lugar do mundo e tem que ser assim, pois aqui moram as pessoas mais importantes pra mim, minha família e eu mesma!

Mas, por conta da correria dos últimos meses, quero colocar em prática algumas terapias que ele ensina, uma delas é a Área de descarte – Após separarmos o que deve ir pro lixo ou doação, é preciso reservar um lugar da casa onde durante o período de cura da casa, devemos deixar objetos, roupas, sapatos, brinquedos, eletrodomésticos, livros, revistas que não têm uma função definida, mas dos quais não conseguimos nos livrar. Se depois de botar a casa em ordem, ainda sentirmos necessidade deles, eles voltam ao seu lugar de origem, senão devem ir pra doação ou pro lixo. Já parou pra pensar em quantas coisas temos em casa que nem sabemos pra que servem? Eu tenho montes e quero resolver isso.

Outra coisa interessante é que devemos entrar em cada ambiente da casa, listando tudo aquilo que é problema, desde a lâmpada queimada ou a porta rangendo até a rachadura da parede ou o piso soltando. Ou seja, tanto os pequenos quanto os grandes problemas da casa, têm importância. Uma amiga que leu o livro, disse que sente que, por causa destas pequenas coisinhas que vão ficando pra trás, a casa dela está “morrendo”,olha que triste.

Pois, ao fazer estas listas, o autor pede que também anotemos, o que podemos fazer de imediato e o que requer mais tempo e dinheiro e, de tempos em tempos, devemos rever a lista pra, ao final, estar com a casa nos trinques.

Na vida real

Eu tenho a impressão de que minhas listas serão grandes, mas que muitas coisas eu e marido poderemos fazer tranquilamente. E, agora saindo um pouco do livro, percebo que em muitas casas, as coisas são assim, as pessoas vão deixando de cuidar e elas vão ficando problemáticas, desagradáveis, tristes.

Há um tempo, visitei a casa de uma família de padrão mediano e que tinha nas paredes a pintura original da construção de mais de 20 anos, é claro que estava em péssimo estado, não há tinta que resista a todo este tempo, descascada em alguns lugares, encardida em outros, um horror. Daí, que uma lata de tinta branca de 18 litros de boa qualidade, custa em média 150 reais e naquele caso, pintaria as paredes de, pelo menos, dois ambientes. Com algumas bisnagas, que custam menos de 3 reais, seria possível colorir e dar vida às paredes.

Mas, não era só, nenhuma janela da casa tinha cortinas e eu fiquei pensando que não era possível que em 20 anos, aquela família nunca pensou em aproveitar uma promoção das Pernambucanas e comprar uma cortina por 50 reais.

Também não havia uma flor sequer e, olha que uma vasinho de violetas estava no Carrefour por 1,59 no final de semana, um cachepô de alumínio colorido custa por aí menos de 5 reais. E as lojas de 1,99 não me deixam mentir quando digo que é possível decorar a casa com bem pouco dinheiro. E esta casa que visitei era de uma família normal, sem grandes problemas, com os filhos empregados, enfim, nada que justificasse o pouco interesse com o lar.

Pode parecer intromissão minha, mas eu reparo nas casas sim e fico curiosa com este descaso que vejo em algumas casas, que são minoria, é verdade, mas que me deixam intrigada.

Às vezes, até penso que eu e marido somos meio obcecados com nossa casa, estamos sempre reformando, inventando, mexendo e fuçando pra deixar a casa mais bacana. Não precisa ser assim, mas um pouco de boa vontade e de espírito de “mãos à obra” não fazem mal a ninguém.

Bem, eu avisei que o post seria longo, mas fazia tempo que queria falar sobre isso e estava engasgando na garganta, agora passou!

Por falar em mexer, nos próximos posts, vou mostrar as transformações que fizemos no quarto da minha filha, Luíza. Até papel de parede (aquele que eu mostrei num post anterior), nós colocamos. Ficou lindo e foi tudo feito com reaproveitamento.
Aguardem!

Ah, o livro é bem baratinho e vale a pena – Terapia do Apartamento – Maxwell Gillingham –Ryan, editora Pensamento. Paguei 27 reais por ele. Vou relê-lo nas férias.

Ah, e o autor falou outra coisa legal – que a casa não deve ser só o lugar pra descansarmos, comermos, etc, deve também ser um lugar pra festejarmos, que é preciso chamar os amigos pra jantar, fazer festinhas, enfim, mostrar nossa casa, adorei esta parte.

Eu prometo!

Gente, tô morrendo de vergonha do meu sumiço aqui no blog. Nunca fiquei tanto tempo fora, mas além da mudança de trabalho, ainda fiquei uns dias sem internet em casa, enfim uma atrapalhação só. Mas assim, como muita coisa só começa a funcionar depois do carnaval, eu prometo que a partir de amanhã o blog voltará ao normal. Me aguardem!

Ah, apesar de não comentar, tenho visitado os blogs com frequência, mas a partir de amanhã, também espero resolver isso, viu?

De emprego novo!

Gente, como eu disse, nas férias eu aproveito pra fazer de tudo e nestas, eu arrumei até um trabalho novo!rs

É isso mesmo! E o mais bacana é que é na área de decoração, design, arquitetura, tudo o que eu mais gosto nesta vida!

Pois é, vou trabalhar na produção de uma revista, um site e um programa de TV sobre decoração. O mais engraçado é que há tempos eu estava insatisfeita com meu trabalho, mas não tomava uma atitude, daí resolvi me inscrever no curso de design de interiores e agora aparece o emprego. Marido, que é mais espiritualizado que eu, diz que quando tomamos uma atitude positiva, o universo conspira a nosso favor. E deve ser isso mesmo, porque imaginem só, eu estava preocupada se conseguiria mudar de área profissional e de repente, antes mesmo de começar o curso, sou selecionada pra esta vaga. Tô felicíssima e tinha que contar a vocês.

Assim que a revista, o site e o programa estiverem no ar, dou mais detalhes pra vocês, ok?

Ah, me perdoem a falta de visitas nos blog, mas com a correria dos últimos dias, estou completamente sem tempo, mas eua apareço, viu?

Realizando um sonho

Quando eu era criança, colava páginas de revistas de decoração nas paredes com durex e naquela casa imaginária, vivia a minha boneca Susi. Também desde pequena, eu prestava a maior atenção na fachada das casas, imaginando como seriam por dentro e quando ia a uma casa nova, ficava atenta a todos os detalhes e até hoje me lembro de casas que visitei há mais de …bem, deixa pra lá… há muito anos.

Lá pelos meu 16,17 anos, resolvi que queria ser arquiteta, mas sabe como é, né, filha de funcionária pública e de um metalúrgico, tive que desistir da faculdade caríssima e em período integral e fui fazer jornalismo (minha segunda opção). Não me arrependo, não fiquei rica, mas também nunca fiquei desempregada, gosto do meu trabalho, mas sempre tem um mas e lá no fundo, eu sempre fico pensando que se tivesse feito arquitetura, estaria mais realizada, pode até ser que não, mas sempre achamos que poderíamos ter feito melhor.

Bem, mas hoje, tenho certeza que, dentro da arquitetura, o que mais me atrai é a criação de ambientes, móveis e acessórios, decoração etc. Por isso, resolvi que 2010 será o ano da virada e ontem me matriculei no curso de Design de Interiores, é um curso técnico, com duração de dois anos e meio, numa escola conceituadíssima de Campinas e reconhecido pelo MEC e pela ABD – Associação Brasileira de Design de Interiores. A mensalidade é bem alta, na verdade, mais do que eu poderia pagar, mas marido vai me ajudar e eu estou animadíssima.

É lógico que bate um medo, pois isso significa que daqui a alguns anos, eu pretendo mudar de profissão, mergulhar em uma coisa nova, já não sou jovem, quando terminar o curso, estarei com quase 44 anos, mas e daí? É um sonho e eu estou começando a realizá-lo.

O que é luxo pra você?

Desde que comecei este blog, cada vez mais encontro gente que ama incondicionalmente sua casinha e faz coisas divinas com pouco dinheiro e muita criatividade. Quando comecei, não conhecia muitos blogs do tipo e a maioria dos que visito hoje foram surgindo depois, mas todos mostram claramente que a mulherada faz verdadeiros milagres pra deixar suas casas mais bacanas. E eu acho que esta deve ser uma tendência mundial porque cada vez mais surgem blogs e também programas de TV voltados para o assunto.

Bem, mas por que eu estou falando isso?

Porque eu vejo por aí casa super bacanas e sofisticadas e também casa mais simples, mas todas têm em comum o fato de serem extremamente agradáveis e bem cuidadas. Isso, na minha opinião, é luxo puro!

Eu mesma moro em uma casa super simples, mas que tem luxos que eu valorizo demais, como muito espaço, um quintal gramado, onde os passarinhos aparecem pra fazer ninhos, a localização (o bairro é daqueles antigos, que fica pertinho do centro e que é um sossego só), enfim, tem cara de casa de gente e não de revista, aqui não tem piso de mármore, não tem cristais caríssimos, mas tem gente feliz, tem cheiro de bolo recém-assado misturado ao perfume do jasmim florido, tem riso de criança e ruído (rs) de música de adolescente.

O que mais tem lá em casa? Tem as artes que eu e marido fazemos, os móveis de lojas de usados que reformamos, as almofadas e cortinas saídas da minha máquina de costura, tem uma gata que passeia com a imponência de uma rainha.

É a minha casa que eu abro pra vocês, nas fotos que publico aqui. Já viram que eu quase nunca publico fotos de sites e revistas, não tenho nada contra, mas minha casa, dá sempre tanto assunto e eu adoro mostrar.

Já morei em casas mais simples que esta, já paguei aluguel e tive que deixar as paredes brancas porque o proprietário assim o queria, já tive móveis das Casas Bahia (viu, Isabel?) porque não dava pra ter outros, enfim, hoje vivo no paraíso e este é meu maior luxo.

E pra você, o que é luxo?