A reforma acabou, hora de começar a decorar… que hora tão feliz!

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Para quem tem medo de reformar, as últimas três semanas teriam sido um pesadelo, para mim, foi um enorme prazer. Podem me chamar de doida, mas adoro o quebra-quebra, a bagunça, só não gosto da poeira – chegar todos os dias em casa com o cabelo duro de gesso, cimento, massa corrida não tem nenhuma graça, mas faz parte, né?

O importante é que acabou. Sim, a reforma já era. Foram três semanas intensas, onde não restou pedra sobre pedra. Mudei tudo no apartamento: piso de todos os ambientes, revestimento do banheiro, cozinha e lavanderia, bancadas da cozinha e banheiro, vaso sanitário, tanque, refizemos parte elétrica e hidráulica, fizemos a parte do gesso e pintura. Tudo isso em tempo recorde, afinal foram três semanas para tudo isso e deu certo porque fiz todo o projeto, tinha a equipe certa e já estava com materiais comprados e/ou encomendados.

Agora entro na parte da mobília e decoração e digo, sem nenhuma chance de exagerar, que este apartamento terá tudo o que sonhei. Tem peças caras, outras bem baratinhas, mas mais uma vez o que tornou isso possível foi o planejamento. Muitas peças começaram a ser compradas há mais de um ano, assim, aos poucos não pesa no orçamento, uma peça por mês, itens de promoção, tudo sem pressa, enquanto esperava minha casa ser vendida, porque eu já sabia que este apartamento seria meu desde o dia em que fui visitá-lo há um ano e meio.

Para a decoração, escolhi uma base neutra, todas as paredes foram pintadas na cor Algodão Egípcio, com exceção da cozinha e lavanderia que foram pintadas de branco. Vai ter muito cinza e branco, mas também vai ter bastante cor nos detalhes: amarelo e azul na sala; vermelho e preto na cozinha; azul e vermelho no quarto do filho; amarelo e cobre no quarto da filha. O meu quarto será mais neutro, com branco e cinza dominando.

Também vai ter muito espelho e iluminação bem pensada, esta combinação deixa os ambientes mais amplos e claros.

Agora, algumas peças e combinações de cores que escolhi

Na sala – sofá e tapete cinza, poltrona e pufe turquesa, mesinha amarela, abajur Bourguie, almofadas e quadros em azul e amarelo e móvel da TV e lustre brancos

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Na sala de jantar – Mesa Saarinen (sonho de consumo de muitos anos), cadeira Eames Eiffel transparente, Pendentes Tom Dixon, objetos decorativos em tons de laranja e cobre

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No meu quarto – proposta romântico-contemporânea – cabeceira estofada cinza, armário, mesinhas laterais e poltrona Eames brancos, lustre estilo Chandelier, quadros retrô e um pouco (bem pouco de cor) nos detalhes

 

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Vocês já devem ter percebido que tem muitas peças de design – eu adoro, sou fã assumida, principalmente do casal Eames. Penso que se uma peça foi desenhada há cerca de 50 anos e continua arrasando é porque é boa mesmo e, ao mesmo tempo em que deixa o ambiente super moderno, também cria um ar retrô, já que foram desenhadas há décadas.

Muita gente se espanta com o uso de peças de design, pois acreditam que sejam muito caras. Gente, a China popularizou as peças de design, lojas como Tok&Stok, Etna e até o Carrefour vendem estas réplicas por um preço bem bacana e hoje tudo são réplicas, né gente? Quem vai ter uma peça única assinada pelo casal Eames, por exemplo? Se joga!

Durante a semana, vão ter outros posts sobre a decoração e depois da mudança, vou postar os “antes e depois” de cada ambiente – quanta diferença! Acompanhem…

Quer um projeto bacana de reforma ou decoração? Faço projetos para todo o Brasil. Entre em contato: (19) 98189-7955 ou claudia@claudiamedeiros.com.br

magens: Claudia Medeiros

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Porque consultar um Designer de Interiores

Ok, eu vou ter que puxar a sardinha para a minha brasa, mas depois que fiz o curso de Design de Interiores ficou muito claro que o nosso trabalho vai muito além de combinar cortina e almofadas.

Um designer tem condições de traduzir o imóvel, de aproveitar melhor a metragem, de facilitar a circulação e de, por tudo isso, transformá-lo em um espaço muito mais harmônico para quem vai viver nele.

Muita gente pensa que um projeto de Design de Interiores vai “comer” parte significativa do orçamento, quando na verdade ele vai te fazer gastar de forma racional, sem desperdício, comprando as peças certas. Além disso, o designer vai se responsabilizar por sua reforma ou decoração e indicar mão de obra, prestadores de serviço e fornecedores comprometidos.

Com um projeto você não corre o risco de não ter tomadas na parede para o eletrônico dos sonhos ou de comprar um sofá que não passa na porta. Também vai saber a altura correta para a instalação da TV, vai ter a iluminação adequada e móveis que não atravanquem o ambiente.

Se você pensa que um projeto de Design de Interiores é “coisa de rico”, saiba que seu valor vai ser proporcional ao imóvel. Um projeto para um apartamento de 50m² não vai custar obviamente, o mesmo para uma casa de 500m². E, na verdade um imóvel dito popular, precisa ainda mais de um projeto do que um imóvel de alto padrão por conta das medidas reduzidas e da planta mais básica.

O designer te ajuda a definir acabamentos, desenha os armários para comportar tudo o que você tem, escolhe as cores das paredes e facilita sua vida ao apresentar um projeto que você pode até levar algum tempo para executar, mas já vai saber de antemão como ele ficará quando estiver tudo pronto, não correndo o risco de comprar peças que não serão usadas no futuro.

Estes são alguns projetos meus, casa e apartamentos de diferentes metragens e padrões, mas com soluções que deixaram os clientes bem satisfeitos – encomende seu projeto

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 Imagens: Claudia Medeiros

 

 

 

 

Móvel de Segunda: Cama Patente (quem não dormiu em uma?)

Quem não dormiu em uma?

Este modelo de cama já foi popularíssimo no Brasil. Na casa da minha avó, lá nos anos 1970 tinha algumas destas, que deveriam estar ali há um bom tempo. Sempre que olho para uma destas me lembro da casa da minha avó Paula. Ou seja, é um móvel que ativa minha memória afetiva e imagino que para muitos outros brasileiros também deve ser assim.

A cama patente também é um móvel de design. Ela foi criada em 1915 e se tornou um marco na história do mobiliário brasileiro. O projeto é do espanhol Celso Martínez Carrera (1883-1955), radicado em São Paulo, que emigrou da Galícia para o Brasil em 1906 e trabalhou na marcenaria da Companhia Estrada de Ferro Araraquara, antes de abrir sua própria oficina.

Construída com madeiras torneadas, suas formas eram muito simples, suas linhas puras e leves. Era composta por um conjunto básico de três partes, cabeceira, suporte para o pé e estrado, dentro de um conceito funcional e eficiente, que permitiu sua industrialização a preços populares.

A primeira cama patente foi fabricada em Araraquara para substituir, numa clínica médica, camas de ferro que até então eram importadas da Inglaterra. O início da primeira guerra mundial dificultou as importações e favoreceu muito as vendas das camas patentes inventadas e fabricadas no Brasil.

Celso não teve o cuidado de patenterar sua invenção, que acabou sendo patenteada por um imigrante italiano, Luigi Liscio (1884 – 1974), que chegara ao Brasil em 1894. Devido a essa patente, Celso teve de deixar de produzir as camas que ele mesmo criara.

Industria Cama Patente L. Liscio S.A foi fundada em Araraquara e depois transferida para São Paulo, onde funcionou até 1968. Apesar de toda a controvérsia a respeito da autoria do projeto da cama, essa empresa, foi a precursora da produção de móveis em série no país, e conseguiu conquistar todo o mercado brasileiro.

As versões mais simples da cama patente se transformaram num verdadeiro sucesso de vendas por todo o Brasil, sendo comercializadas nas principais redes de lojas de departamentos da época. Com o passar do tempo foram surgindo versões mais elaboradas e a imbuia e o pinho, matéria-prima original das camas patente foram substituídas pela sucupira, madeira amendoim, pau-marfim e, algumas vezes, até jacarandá. A linha Patente incluía berços, poltronas e mesas de centro.

A cama, que é um clássico do mobiliário brasileiro, ainda hoje tem espaço no mercado, inclusive em versões contemporâneas, como a nova Cama Patente do designer Fernando Jaegger ou a versão comercializada pela Tok & Stok. Pelo jeito, muitos brasileiros ainda irão dormir em uma cama patente.

A Cama Patente

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A cama exposta em um museu de Araraquara

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Na versão madeira ou colorida, a Cama Patente continua  embalando os sonhos Brasil afora10735346_586799448109513_2098081390_n 0,,69797330,00 cama patente branca capa_ibiuna_05 patentecs_nz_amb

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Fotos: Tok&Stok, Fernando Jaegger, Casa&Jardim, Dom Mascate

Móvel de Segunda: Luminária Arco

Hoje no Móvel de Segunda, quero falar de uma peça que é um dos meus objetos de desejo, a Luminária Arco. Além de prática, pois por ser de chão, dispensa mesa de apoio e ligação elétrica para pendurá-la ou fixá-la, é linda e combina perfeitamente com os mais diversos estilos de decoração.

Criada pelo italiano Achille Castiglioni (1918-2002), em 1962, ela atravessa o tempo com muita elegância, se mantendo absolutamente atual apesar de já ser uma cinquentona.

“O bom design requer observação.” Este era um dos mantras frequentemente entoados pelo designer  Castiglioni a seus alunos no Istituto Politecnico di Milano. O tal mantra excedia os limites da vivência acadêmica, materializando-se em sua vida profissional e foi justamente este poder de observação que o levou a criar objetos que se tornariam verdadeiros ícones do design mundial, como a luminária Arco.

Para resolver um problema prático – o de desenhar um pendente que dispensasse furos no forro para sua instalação –, Achille e seu irmão Pier Giacomo (1913-1968), com quem trabalhava na época, foram buscar inspiração nos postes de rua. Observaram que, fixadas ao chão, estas luminárias têm uma forma que as permite lançar seus fachos de luz a longas distâncias.

A partir daí, os irmãos Castiglioni usaram todo o seu refinamento projetual para traduzir o poste de rua numa perspectiva doméstica. Composta por uma pesada base de mármore (cerca de 50 quilo), um refletor semiesférico de alumínio polido e um arco telescópico de aço inox, a Arco é capaz de refletir sua luz a mais de 2 metros da base.

Estava criada, assim,“uma luminária de piso com as mesmas características de um pendente, a primeira de seu gênero”, conforme observa o designer e crítico italiano Andrea Branzi em seu livro Capire il Design. Não é à toa, portanto, que a peça passou a integrar a coleção de importantes museus, como o MoMA de Nova York.

A luminária Arco

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Criador e criatura

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Luminária Arco, linda em qualquer situação, em qualquer ambiente, em qualquer decoração2Luminária-Arco-design-italiano 41 135-1 apa_-_apa_de_340_-_15 ar_re_-_apa_de_405_._a_._c_-_36 images PostBau Arco-by-Flos Globe - photo 6 arco-22

Fotos: MoMa, Casa Vogue, Casa Claudia, Apartmenttherapy, Decor 8

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Móvel de Segunda: Mesa VK

Eu não sou fã de mesa com tampo de vidro, até já tive, mas não é a minha preferida, mas adoro o desenho da base da Mesa VK, tema do Móvel de Segunda de hoje. E uma mesa com uma base como esta pede um tampo de vidro pra exibir toda a sua beleza.

A Mesa VK, leva as iniciais de seu criador, o alemão Vladimir Kagan, designer de carreira expressiva com mais de 60 anos de experiência e projetos de mobiliário espalhados pelo mundo. Seus projetos atemporais são referência para a arquitetura e o design. Nascido na Alemanha em 1927,ainda jovem se mudou para os EUA fugindo a ascensão nazista.
Seu interesse pela arte começou com trabalhos de pintura e escultura, mas descobriu sua verdadeira vocação com estudos na Escola de Arte Industrial e passou a estudar arquitetura na Universidade de Columbia. Como exemplo de seu pai, Illi Kagan, mestre em marcenaria Vladimir começou seus trabalhos.

Em 1949, abriu sua primeira loja em Nova York, e dentre seus clientes mais famosos, se desataca Marilyn Monroe, que era fã dos traços leves de Vladimir.

O mobiliário de Kagan está em coleções particulares em todo o mundo. Seus projetos premiados foram publicados em livros e revistas a nível internacional e estão nas coleções permanentes do London V&A bem como nos museus mais importantes dos Estados Unidos.

O New Yor Times falou sobre o designer: “Vladimir Kagan é um dos designers de mobiliário mais importantes do século 20. Móveis desenhados por ele nos anos 1940, 1950 e 1960 tornaram-se ícones da modernidade e uma referência obrigatória para todos os estilistas. Ele é o criador avô de toda uma nova geração de designers”

A Mesa VK pode ser redonda ou retangular, porém o que chama a atenção é a base, que hoje, no Brasil é fabricada em ipê e que tem desenho leve e delicado, que não pesa no ambiente e se adapta facilmente a qualquer estilo de decoração.

Redonda

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Retangular

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Linda, em qualquer tipo de ambiente

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Fotos: Kagan, Essencia

Móvel de Segunda: Cadeira São Paulo ou FDC1 ou ainda, um pouco da história de Flávio de Carvalho

“O que é bom para os outros não é para mim.” Só por esta frase dá pra perceber que vamos falar de alguém rebelde, contestador, indomável, sem medo do que “vão pensar”. Esta pessoa é Flávio de Carvalho, arquiteto, engenheiro, cenógrafo, artista plástico, desenhista, antropólogo amador etc etc.

Nascido em Barra Mansa (RJ), em uma família aristocrática, viveu entre 1911 e 1922 na Inglaterra, onde se formou em Engenharia Civil, enquanto estudava artes plásticas na ultra conservadora King Edward Seventh School of Fine Arts. Foi como freqüentador de museus que teve seus primeiros contatos com os vanguardistas europeus. Retornou ao Brasil, mas não conseguiu se adequar a um emprego formal nos cobiçados escritórios Ramos de Azevedo. Por isso, em, 1926 foi trabalhar no Diário da Noite como ilustrador, onde conheceu o caricaturista do jornal, Di Cavalcanti, que o apresentou ao grupo antropofágico de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, que o influenciariam profundamente.

Na década de 30, mantendo viva a chama da Semana de Arte Moderna de 1922, Flávio se dedica quase que exclusivamente ao nu feminino e ao retrato, baseado não nas características físicas do modelo, mas em sua percepção psicológica da pessoa. Seus trabalhos foram expostos ao lado de Portinari e Lasar Segall entre outros.

Para Le Corbusier, ele era um “revolucionário romântico”. Para a sociedade da época, herético e maldito. Sua pintura, desenho e escultura de maior qualidade estão permeadas pelas propostas surrealistas e expressionistas, que ganham vida no que ele próprio chamou de “linhas de força psicológicas”.

Em uma de suas experiências, chocando a sociedade de São Paulo, ao desfilar pelo Viaduto do Chá, de saias, em 1956 – para ele as saias eram a vestimenta masculina ideal em um país tropical como o nosso

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Como arquiteto, um dos projetos mais importantes de Flávio foi a construção de sua própria casa, na década de 1930. Uma das primeiras construções modernistas foi construída na Fazenda Capuava (de sua família), em Valinhos (SP), onde morreu em 1973. Com cerca de 600 metros quadrados, a casa é térrea e tem 14 cômodos. Grandes pérgolas feitas em concreto, pilares pintados em vermelho e portas em amarelo, além de uma sala retangular com pé-direito alto, que se assemelha a um túmulo egípcio, e uma piscina semi-olímpica com iluminação – uma inovação para a época e uma obra-prima da arquitetura nacional, que está em ruínas.

A casa foi tombada em 1982 pelo Condephaat, mas nunca passou por nenhum processo de restauração, o que representa uma perda imensa para a arquitetura nacional.

A casa modernista, na Fazenda Capuava, em Valinhos

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Além de arquiteto, Flávio também criava móveis e uma de suas peças mais famosas é a Cadeira São Paulo ou FDC1, desenhada por ele na década de 1950. Com estrutura de metal e assento e espaldar em couro, é uma cadeira enxuta, que para o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, não é uma simples cadeira, é uma obra de arte, que lembra um corpete medieval.

Apesar de causar estranheza à primeira vista, a FDC1 é extremamente confortável e ainda hoje figura em projetos contemporâneos, quase como uma escultura, uma obra de arte!

A cadeira FDC1 está presente em museus de design pelo mundo afora, mas ainda é uma ilustre desconhecida para a maioria dos amantes do design brasileiros.

A cadeira FDC1

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Fotos: Casa Claudia, Vogue, Futton Company

 

Móvel de Segunda: As Algas, dos Irmãos Bouroullec

Hoje no Móvel de Segunda não vou falar de um móvel, mas sim das esculturas criada pelos irmãos Bouroullec.

A primeira vez que vi as Algues, dos Irmãos Bouroullec foi no início do curso de Design de Interiores. Ainda pouco familiarizada com trabalhos de designers mais contemporâneos, fiquei em choque com a simplicidade e com o efeito fantástico que elas poderiam produzir em um ambiente.

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Alguns anos depois, ao entrar em uma loja, me deparei com elas e pude vê-las e tocá-las ao vivo e em cores e fiquei ainda mais encantada. As Algues foram criadas pelos irmãos franceses, Ronan e Erwan Bouroullec em 2004, em parceria com a Vitra (empresa alemã que representa alguns dos principais designers do mundo). Produzidas em plástico moldado por injeção, cada módulo tem 25cm x 0,4cm x 0,8cm. Suas dimensões são pequenas, porém quando os módulos estão conectados (através de um pequeno e simples pino cilíndrico) tornam-se uma rede com densidade variável e interativa.
O efeito óptico e sensorial gerado por um módulo é incrível e funcional, pois essa rede pode ser utilizada como separador de ambiente ou apenas como objeto decorativo.

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A ideia dos designers foi utilizar-se das pequenas dimensões para mostrar como a repetição de um mesmo motivo pode levar as coisas a uma maior escala, construindo algo novo, complexo e tridimensional, uma trama, uma renda que permite a passagem da luz.

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Quem são os Bouroullec?

Ronan e Erwan Bouroullec cresceram no interior da França e mudaram-se para Paris após completarem seus estudos. Como parceiros no design desde os anos 90, os irmãos valorizam o que o relacionamento deles traz ao trabalho.

01-clouds-nuages-design-freres-bouroullec-L-15Os dois dão créditos aos designers do passado por proporcionar a base sólida para o trabalho deles. “Para mim, o design contemporâneo fica no topo de duas colunas enormes: uma foi criada pelos designers americanos como Eames, que era tão inovador nas décadas de 40 e 50, e cujo uso da tecnologia teve um impacto tão incrível”, diz Erwan. “E a outra coluna é composta pelos designers italianos dos anos 70 e 80, que criaram toda uma nova tipologia para a vida moderna.”

Os dois irmãos criaram importantes peças do design contemporâneo, como as cadeiras Osso e Vegetal e pela inovação de seus trabalhos, seus projetos também fazem parte de coleções de museus como o Musée National d’Art Moderne – Centre Pompidou e o Musée des Arts Décoratifs em Paris, o Museu de Arte Moderna de Nova York, o Instituto de Arte de Chicago, e o Museu de Design em Londres.

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Cadeira Vegetal

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Além disso, os dois são os únicos artistas contemporâneos a serem convidados a expor no Museu do Louvre. Para a ocasião criaram o lustre Gabriel, de LED que contrasta com a construção de estilo clássico. O lustre possui 12 metros de altura, pesa meia tonelada e é composto por 800 cristais Swarovisk e 3 mil lâmpadas de LED.

O lustre Gabriel, no Museu do Louvre, em Paris

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