Espaços Pequenos – Como ganhar espaço nos imóveis cada vez menores

Não tem jeito, os imóveis pequenos, principalmente apartamentos são a base de sustentação do mercado imobiliário hoje.  A população aumentou, as áreas livres diminuíram e dentro desta equação matemática, as construções mais compactas vêm ganhando espaço. Somado a isso, os valores absurdos dos imóveis fazem com que as pessoas “optem” pelos menores e, digamos assim, mais baratos.

Porém, essa suposta economia na venda, de certa forma cai por terra na hora de mobiliar e equipar o imóvel, já que móveis planejados e eletrodomésticos compactos são sempre mais caros. Mas, não tem jeito, quem se muda precisa dos ambientes mobiliados e bonitinhos. Como designer de interiores, já vi muitas vezes esta situação e agora, prestes a me mudar para um imóvel menor (que perto das medidas dos imóveis atuais é enorme!), tenho me interessado cada vez mais pelo assunto e, usando meus conhecimentos e também pesquisando cheguei a uma lista de dicas que considero fundamental antes de mobiliar imóveis pequenos, vamos a ela:

1 – Antes de comprar – faça uma lista com os itens que serão colocados em cada espaço. Comece pelos móveis maiores e imprescindíveis, depois pense nos acessórios. Não se esqueça de deixar espaços livres para circulação – o ideal é que entre um móvel e outro sobre 0,60m.

2 -Fique atento às medidas – nunca vá às compras sem a planta ou as medidas de cada espaço e tendo em mãos as medidas das móveis e outras peças que deseja, use jornal ou fitas adesivas para simular o tamanho deles no espaço.

3 – Espaços Aéreos – nunca se esqueça de ocupar as paredes na parte superior – use armários, prateleiras, ganchos, suportes e nichos. Armários e móveis suspensos liberam o espaço de circulação e proporcionam leveza ao ambiente.

No quarto eu nem gosto muito, mas sei o quanto os armários aéreos são necessários

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4 – Paredes com função – as paredes podem ser substituídas por divisórias ou estantes, assim, além de delimitarem cômodos, elas decoram e também ganham função de armazenamento e organização.

Aproveitamento dos dois lados

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5 – Armários – Detalhes de vidro ou acrílico e portas de correr e espelhadas aumentam a sensação de amplitude.

As portas espelhadas dão leveza e a sensação de que o quarto não acaba

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6 – Marcenaria Planejada – dificilmente você conseguirá fugir dos móveis planejados, como o próprio nome diz, são planejados, isso significa que serão executados não apenas de acordo com suas medidas, mas também de acordo com suas necessidades e com o que você deseja armazenar. Cada canto é aproveitado ao máximo e o espaço fica mais organizado. Paredes bem aproveitadas liberam espaços para a circulação.

Aproveitamento total de todo o espaço

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7 – Móveis Multifuncionais – o móvel que acumula funções ajuda a reduzir a quantidade de peças no ambiente, aumentando o espaço livre, a praticidade e a sensação de amplitude. Alguns exemplos: banquinho que é mesa lateral, poltrona da sala de estar que é cadeira da sala de jantar ou poltrona que vira cama de solteiro, sofá-cama e baú que é também mesinha. Móveis dobráveis ou retráteis são outra alternativa.

Pufe-baú no pé da cama pode armazenar cobertores, edredons e muitas outras peças

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8 – Móveis Retos – o uso de móveis retos dá a sensação de continuidade e parece prolongar o espaço. Além disso, o design mais retilíneo funciona melhor, tendo em vista o encaixe e locomoção e deixa o ambiente mais clean.

Sofá, mesa de centro e poltrona, todos com desenho reto, fazem o ambiente ficar menos poluído

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9 – Na sala de estar – a mesa de centro muitas vezes é um empecilho. O pufe pode substituí-la –e ainda servir como apoio para os pés e assento. Quando ele não estiver em uso, pode ser encaixado na estante ou embaixo da mesa lateral. Na escolha do sofá, opte por modelos com braços mais sequinhos ou até sem braços. Eles devem ter pouca profundidade (assim como todos os móveis em geral).

Se o pufe for baú, melhor ainda

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10 – Na sala de jantar – opte por mesas com pé central e cadeiras sem braço e mais estreitas.

Economia de espaço, mas não de conforto

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11 – Cores – dê preferência para móveis com cores claras e adicione tons vibrantes e texturas em acessórios e peças menores. Evite peças com desenhos muito ornamentados, que poluem o ambiente. Se optar por cores mais escuras, capriche na iluminação. Ambiente mal iluminado passa a sensação de ser ainda menor.

Bege, branco e cinza claro formam uma base que não pesa nos ambientes e que permite o uso de cores nos acessórios

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12 – Espelhos – muito já foi dito sobre os espelhos e é tudo verdade, eles são peças curinga, dão mesmo a sensação de amplitude e não pesam no ambiente como um quadro extremamente colorido, por exemplo. A entrada, corredores e atrás do sofá são bons lugares para investir em um espelho.

A parede parece não acabar depois do sofá

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13 – Desapego: regra de ouro. Escolha os móveis realmente necessários. Se o sofá será a peça chave da sala, talvez não haja espaço para a poltrona, mas tudo bem, melhor abrir mão de uma peça que gostou do que ficar tropeçando em móveis que atravancam o ambiente.

Fotos: Minha Casa, Kitchens, Casa e Jardim, Casa.com.br, Apartament Therapy

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